sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016



Já vai quase dobrando a esquina o 2016. Esse foi um ano muuuito importante pra mim como ilustrador. 2016 fixou meus pés e me ajudou a alcançar uma aceitação interna sobre o valor do meu trabalho. Foi quase que inteiro mostrar meu trabalho para as pessoas e fazer isso de formas diferentes. Entrei em grupos de desenho, desenhei fanart, entrei em concurso (e ganhei!!) e conheci gente muito legal da área. Foi incrível pra construir essas pontes com outros artistas e aprender com eles. Talvez uma das lições mais valiosas que eu tenha aprendido esse ano foi a da singularidade de cada um e o valor inato que cada artista, estilo e mensagem tem pra um conjunto maior e mais diverso.

Outra coisa importante que eu observei é que 2016 foi praticamente inteiro sobre a estética das coisas e como elas são representadas por mim. Testei muito meu estilo e, apesar de ainda não ter decidido muito bem o tipo de desenho que eu quero fazer (quadrinho, editorial, moda), testei de tudo.  Em 2017 quero encontrar meu foco, mas além disso ano que vem espero me aprofundar mais na mensagem e menos na estética. Eu pretendo desenhar mais sobre a minha vida e os fatos que formaram meu caráter, as minhas vontades, as tristezas e as coisas que me movem. O próximo ano também tende a ser um que antecede mudanças drásticas profissionalmente e deve ser um ano de passos mais largos que 2016 nesse ponto. Meus planos são desenhar mais trabalhos autorais, como o do Otto, e mais sobre minha vida.

Ainda tem muuuita coisa que eu planejei pra 2016 e não consegui por em prática, por motivos que vão desde minha vida pessoal até a rotina acadêmica. E, olhando pra trás, poderia ter sido pior. Felizmente eu tive a ajuda de gente incrível que tava do meu lado pra me dar suporte em dias ruins. Muitos dos meus desenhos em 2016 seriam histórias tristes se não fossem pelos meus amigos.



O ano montanha russa já vai dando tchau e o melhor ano em décadas já vem ali. Eu tenho muitas esperanças nesse que precede uma tempestade. Já tem gente no porto, agora chegou a hora de zarpar.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

domingo, 18 de dezembro de 2016

Character Design Challenge


Esse ano eu decidi participar ativamente de grupos de desenho, onde a gente tem um tema mensal com vários desafios de ilustração. O que eu comecei a participar no inicio do ano foi o 2minds, que começou esse ano com um desafio de Harry Potter. Foi uma das coisas que ditou a tendência desse ano pra mim, que foi o fanart. Existe um outro grupo muito maior, com artistas do mundo todo chamado Character Design Challenge. Nele existem muitos artistas incríveis do mundo inteiro e pra mim isso sempre me intimidou bastante. Mas eis que eles resolveram fechar o ano com o mesmo tema do 2minds do início do ano: Harry Potter. E daí não resisti. Resolvi dessa vez fazer um redesign da Sibila Trelawney. Uma personagem que eu sempre achei muito excêntrica e interessante. Resolvi não me basear na imagem dos filmes, mas sim recriar toda a personagem. Algumas coisas eu mantive, como os óculos grandes e o xale. Resolvi dar pra ela uma postura mais altiva também.

Eu to bem feliz com o resultado que eu consegui nas mechas de cabelo. Uma das coisas que mais desenvolvi esse ano foi como ilustrar os fios e em 2016 cheguei num nível que considero bom. Algumas coisas eu ainda preciso estudar muito mais, como posturas mais dinâmicas e os drapeados, que do jeito que tenho feito diminuem muito a qualidade do meu desenho. Mas no geral fiquei satisfeito :-))

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

Wallpapers!

Isso é algo que eu deveria ter feito há tempos, mas só coloquei em prática agora. Vi alguns amigos na internet usando uns desenhos como wallpaper de telefone e lembrei dos padrões que eu tinha feito no instagram há um tempo. Dá pra usar na área principal, no whatsapp, viber etc etc. Pode clicar nas imagens e pegar e compartilhar que tá free e com amor.

  

(click on the image to download the full size archive)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Don't wake the dreamer

don't wake the lover

sábado, 26 de novembro de 2016

João Ruas

Tem um tempo que eu acompanho o trabalho no João Ruas no instagram. Ele é um dos artistas contemporâneos que eu mais admiro por ter o estilo de muito único e muito cheio de referências. As obras dele são muito difíceis de descrever porque no geral são bastante complexas. A minha obra preferida dele chama DEN, de 2015. É muito inspirador seguir artistas incríveis igual o Ruas, então vez ou outra eu faço uns estudos baseado na arte dessas pessoas. Dessa vez fiz esse.

Para Tati

um trabalho que fiz pra uma amiga muito querida :-))

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

sábado, 5 de novembro de 2016

Harry, Hermione, Rony e eu

Em outubro fui chamado pela Fnac pra desenhar três marcadores de página pra eles, pro lançamento do livro da peça "Cursed Child" de Harry Potter. Foi um convite que me fez refletir muito sobre o significado do meu desenho nos últimos 5 anos. Há muito tempo, tudo que eu desenhava era restrito aos meus cadernos. Eu raramente compartilhava qualquer rascunho com as pessoas já que na minha cabeça - e acredito que na da maioria dos desenhistas no início - eu tinha receio de que achassem os desenhos ruins ou tolos. Isso mudou um pouco quando eu e uns amigos criamos um blog que na época foi o lugar onde mais expus os desenhos ao público. Em um dos eventos do blog fizemos vários marcadores da série de Harry Potter e saímos pela cidade pra vender eles. Chegamos até a ir em um encontro de fãs na Saraiva.



Foi uma época muito feliz, mas eu ainda tinha certo receio de me expor e na não me identifiquei como o artista na ocasião. A terra girou um bocado e em 2014 quase parei de desenhar. Mas daí uma última faísca do espírito artístico se recusou a ceder e ali no início de 2015 eu decidi que começaria a colocar meu trabalho em todo lugar. É uma coincidência muito feliz que no ano que eu escolhi expor meu desenho e alcançar desafios maiores eu tenha sido chamado pra desenhar os personagens da Rowling de novo só que mais velhos. E ainda mais feliz que eu tenha feito isso pra um público muito maior do que o das pracinhas e do evento de fãs que eu e meus amigos visitamos. Tenho ficado muito feliz pelo fato de que pessoas tem recebido os marcadores em casa junto com o livro e indiretamente minha arte tem sido parte da experiência de ler Harry Potter de novo. Isso no Brasil inteiro :')

Eu cresci demais desde 2011 e meu desenho mudou muito desde então. Talvez meu espírito artístico tenha fraquejado bastante nesse tempo, mas cada dia que passa me sinto mais feliz com o que tenho criado <3 


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

26


While the day breaks and a boy is born, twenty six birds sing: "we're glad you exist".


domingo, 28 de agosto de 2016

Doodles #3

Recentemente coloquei minhas mãos em uma série de rascunhos que eu fiz lá em 2013. Todos eles eu desenhei no intervalo de contato entre com um paciente e outro. Sempre usava uns recortes de papel que eu conseguia numa gaveta, na mesa de alguém do ambulatório (inclusive, preciso pedir desculpas pra pessoa por sumir com eles). Escaneei todos os que eu tenho em mãos e coloquei aqui, pra não perder nunca mais. Eles não fazem muito sentido mesmo.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

domingo, 21 de agosto de 2016

TOO MUCH TOO MUCH TOO M

***

A embarcação teve o corpo partido num estalo. A brutalidade marítima era prevista, mas atingiu a nave cedo, na esquina do conforto e do medo. Um jaguar silencioso, faminto, rasgou as velas, dobrou os mastros, cortou a carne, o casco, feriu. Fez jorrar sangue profundo, denso e vital. Sangue fugiu da jugular e se lançou ao mar. Sangue gasto, perdido. E o capitão ferido na conexão da cabeça ao coração. Dor e dor e então o mar salgado. Homem ao mar, à deriva. E o mar respondeu, engolindo o homem. O capitão sentiu então outras dores, um punho torcido, uma costela quebrada e a escoriação de semanas atrás que ele havia deliberadamente ignorado. O sal reviveu dores antigas. Pés e pernas, tronco e braços pesaram. O casaco azul pesou. Sempre pesou, mas na água couro era pedra e sem muita cerimônia o capitão cedeu. O homem afunda porque pesa, mas principalmente porque cansa. E o cansaço - e o sal - fizeram o capitão pensar que se afundasse o suficiente encontraria a superfície. Pensou então na última vez que se perdeu pro mar e na mágoa e aflição em ter os pulmões preenchidos por água salgada. Sentiu dor e desolação. Deixou o mar levar as botas… e então casaco azul. Cedeu, leve e aberto pelo cortes, ao mar. Este, compassivo como poderia ser, decidiu não o afogar. Dançou com o corpo do homem num balé harmonioso. As águas tem anseios distintos. Dançou até se cansar dos movimentos desconcertados e do corpo inerte do homem. Entregou-o, por fim, à terra.

*** inspirado por trichrome-blue, da loish.

sábado, 16 de julho de 2016

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Parte do projeto do Otto

Esse garotinho aqui é parte do livro do Otto que tô construindo. Minha mão ta coçando pra divulgar os outros desenhos, mas por hora vai ser só esse mesmo. Ele é uma das crianças que o Otto encontra logo nas terras próximas a saída de Aldebarã (uma grande cidade do norte). Ele provavelmente é filho de um mercador rico da região, porque nem todas as crianças se vestem assim nessa região.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ours is the fury!


Os desafios do grupo do 2minds voltaram! Esse mês o tema é game of thrones. Daí esse sou eu, na casa Baratheon. Essa é uma casa que me parece ser feita de gente muito teimosa e obstinada. Stannis, Renly e Robert, três membros da casa que estava dispostos a arriscar todos os exércitos pra conseguir o que queriam. Essa força marcial é muito o que eu tenho sentido recentemente, sob o espírito do capitão azul.

domingo, 3 de julho de 2016

Uma nota sobre storytelling


Recentemente eu percebi que de alguma forma eu quero ser um contador de histórias. Não é como se fosse uma opção, na verdade. É que a minha mente precisa criar enredo pras coisas, metaforizar experiências da minha vida, personificar sentimentos e dar pra eles origem, sentido. Me deixa feliz com o mundo, dá propósito pra minha vida e me ajuda a aceitar as situações que eu vivo. De certa forma, acho que todo mundo experienciou isso quando inventava as próprias aventuras com os brinquedos na infância. Não por acaso Toy Story tem todo esse impacto. 

Eu lembro das histórias e sagas que eu inventava e “gravava” com meus ursos de pelúcia, lá na infância. Séries inteiras, de vários “filmes” que eu passava o dia inteiro “gravando” com caco (o macaco), sapien (o sapo) e o resto da turma de animais de pelúcia. “Caco vai a China”, “A noite de natal” etc etc. Eu amava passar o dia no quarto, criando e criando, e isso me tomava esforço nenhum. Depois passei a escrever pequenas histórias em quadrinhos de super heróis, recortadas, dobradas e devidamente grampeadas, que vinham em séries. O “Super S”, “vida de formiga”, turma do tomate” chamavam. E tiveram também narrativas ilustradas, ideias de uma grande series de livros, quadrinhos etc. Todas essas histórias tinham algo de comum: nunca saíram da minha mente, ou se saíram, se materializaram de forma incompleta. 

Quando eu cresci mais um pouco as histórias continuaram a aparecer, mas cada vez menos foram escritas ou desenhadas. O desenho em si se tornou mais escasso, e só recentemente eu tenho pensado em finalmente transpor novamente minhas histórias pro papel. Isso principalmente porque amadureci, e cada vez que eu reflito sobre a vida e percebo que, como tudo que vem e vai eu, eventualmente, também irei. Mas quero que minhas histórias fiquem. A parte que me deixa pensativo e que me motiva é que se eu não contar minhas histórias, não desenhar, não escrever, ninguém vai. Todos os personagens que criei,  os cenários que eu imaginei, o estilo de desenho, as lições, se eu não colocar em pratica ninguém vai colocar. 

Entāo, recentemente eu tenho tentando voltar à prática de criar universos com histórias, personagens, e várias culturas. Mais do que isso eu tenho batido cabeça pra descobrir como transformar isso num produto, algo físico. Várias ideias já surgiram. A última que me apareceu é a de criar um zine/art book sobre as viagens do Otto, esse personagem com a nave de alguns posts atrás. Ele faz parte do mesmo universo que tudo que eu já criei relacionado ao rei tigre. A história do Otto é uma road trip, onde ele descobre o mundo que rodeia ele. Meu plano é ter um material robusto até o fim desse mês de julho. É um desafio pessoal, mas que eu to muito animado pra correr atrás. Já tenho algumas ilustrações prontas e várias outras planejadas. Não tenho certeza se vou conseguir imprimir e vender várias cópias, mas pretendo conseguir algumas. No fim, espero que seja um trabalho que marque meu início como contador de histórias. Algo finalizado, uma história com início, meio e fim.

sábado, 2 de julho de 2016

Snape

Eu decidi que vou desenhar alguns outros personagens de Hp que não são necessariamente os principais na história. Fiz o Lupin no início do ano, o Snape agora e pretendo fazer a Sibila, McGonagall, Sirius e quem sabe mais algum outro. Aqui o Snape! Tenho tentado manter alguma coisa dos filmes, mas deixando minha imaginação vaguear um pouco. No caso do Snape eu adoro o figurino, então mantive.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Isadora

Essa é a Isadora, que ganhou o concurso do Otto que mencionei num post anterior. Ela é ilustradora e mestre nas florzinhas que eu tentei reproduzir ali atrás. Da uma olhada no perfil dela no Instagram aqui :-))

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Meu time pokémon



O trenzinho do hype de Pokémon desse ano já partiu e é muito difícil pra mim não embarcar. Apesar de ter uma região completamente nova, resolvi não desenhar os pokémons novos ainda, mas sim dar uma olhada pro passado e desenhar meu time nas versões anteriores. Esse é o meu time: um Skiddo, meu Abra e meu Rufflet. O Abra não faz muito ainda, mas meu Skiddo é muito determinado e poderoso! Foi meu pokémon preferido em Kalos. Meu Rufflet é muito bagunceiro e às vezes não me obedece, mas é um ótimo pokémon também.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Otto

Otto é um jovem viajante das terras do norte, que recebeu de herança a nave planadora do pai e tirou um ano para conhecer pessoas, animais e lugares diferentes do continente. Ele viajou pelas cidades montanhesas, os vilarejos das margens do rio prateado e outras regiões distantes da cidade de Aldebarã. Fez vários amigos e mandou alguns cartões postais. Otto teria muito ainda pra ver se ele não tivesse manobrado errado a A-401Z do pai e não tivesse afogado os dois propulsores no chão. Agora ele precisa de ajuda de um mecânico pra recuperar a nave.

Otto foi um personagem que eu criei pra uma campanha curta de commissions que eu precisei abrir ha uma semana. Na campanha, as pessoas podem entrar em contato e ajudar encomendando desenhos dele, pra que ele possa pagar o mecânico. A historia dele é basicamente uma metáfora pra um período pessoal meu, onde tempos complicados se instalaram. Felizmente o Otto conseguiu ajuda de gente muito especial e alguns pedidos ja foram feitos. Ele também se ofereceu pra fazer um desenho de graça para uma das pessoas que compartilhassem a mensagem dele pelo mundo (facebook) e dia 20 eu fiz o sorteio. A ganhadora foi a Isadora Zeferino, que por acaso é uma grande artista que eu acompanho no instagram há um tempo (@imzeferino).Fiz alguns desenhos do Otto e vou postar a seguir. Quando chegar ao fim o conserto da nave, postarei aqui o futuro dele também. BTW, as commissions estão abertas, e pra qualquer pedido, é só me contatar pelo holiventrae@gmail.com.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Nota #26

O capitão retornou de uma viagem distante ao sul com muitas vitórias e lembranças boas, mas continua um homem inquieto. Os uivos do mar não o deixam que durma. “Um homem não deve descansar quando é rodeado pelo oceano…”, ele diz, “o titã verde imensurável pode rasgar suas velas e partir seus mastros ao seu bel-prazer e, entre um balanço e outro, te atingir feito uma rocha.”

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Concerning the UFO sighting

Eu gosto muuuuito desse desenho, porque ele tem uma ligação com minha música preferida. Eu lembro que quando pintei ele fiquei muito feliz porque realmente senti transmitir meus sentimentos sobre música pra uma imagem. Ele é sobre um garoto que ouviu as noticias do avistamento do UFO nos jornais e quando foi dormir naquela noite teve pesadelos com invasões alienígenas e alienígenas que leem pensamentos. Desde o dia que terminei eu tenho pensado em retocar algumas coisas e daí esse ano finalmente consegui parar e fazer essas modificações.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Muændi


Muaendi foi uma guerreira da tribo da floresta vermelha que curiosa pra saber o que existia além da mata deixou a tribo para tentar ir até o "fim do mundo". Na floresta enfrentou diversos perigos e a ira dos deuses protetores da mata vermelha. Ela conseguiu enganar os deuses e pisar no mundo exterior. Lá ela viu cordilheiras que tocavam as nuvens, vales profundos, cachoeiras e rios que escoavam feito cobras pelas planícies distantes. Então, ela decidiu voltar a tribo para contar o que havia encontrado, mas os deuses na floresta estavam muito aborrecidos com Muændi, então decidiram puní-la transformando-a numa árvore. Muaendi ficou muito triste então Bandi, o pássaro azul, resolveu devolver a ela a forma humana contanto que ela se tornasse a guardiã da floresta vermelha e protegesse os animais, espíritos e criaturas magicas da floresta e não permitisse que ninguém entrasse ou saísse da mata. Os deuses foram então tirar um grande cochilo e Muaendi se tornou o equilíbrio da floresta.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Moda, pintura e arquitetura


Esses desenhos fazem parte de uma serie que eu pensei em criar sobre algumas manifestações culturais humanas, como pintura, musica, cinema etc. Acabou que não fiquei muito satisfeito com o resultado (aquela historia de ter algo na cabeça e não conseguir transmitir perfeitamente pro papel). Esses foram os desenhos que fiz antes de interromper o projeto. Eles representam a Moda/estilo (hobo chic), a pintura (Surrealismo) e a arquitetura (art deco).

O primeiro se trata de um estilo onde as pessoas aparentemente pegam as roupas velhas e vestem todas de uma vez (?), mas ainda assim parecem estilosas (obviamente porque são bonitas, eu não tentaria o hobo chic pois mortal). O surrealismo foi a corrente artística de Salvador Dali, do Magritte e outros. Esse desenho é sobre a projeção do artista sobre a sua arte, de modo que ele se torna a matéria prima, implícito, dentro dos quatro ângulos. O terceiro é sobre a corrente artística Art deco da década de 20-30 que não é exclusiva da arquitetura. O desenho é baseado também em uma musica da Lana del Rey, que na minha interpretação, fala de uma mulher de personalidade forte, recorrente em festas noturnas, que esnoba alguns na busca de coisas melhores. As musicas da Lana dão muita oportunidade pra interpretação e isso me prende bastante, por mais que eu não seja necessariamente um fã do trabalho dela.

Tina e Queenie

Olar! Tem um tempo que não apareço aqui. Então, continuando os fanarts… decidi fazer além da Tina, a Queenie. Foi um pouco desconfortável, na verdade, porque tive que trabalhar com uma cor que sinto que não encaixa muito bem na minha paleta (essa variação do rosa). Tentei substituir por outra, mas acabou que perdeu um pouco da identidade da personagem. Então, bom, não to 120% satisfeito com a Queenie nesse aspecto, mas gosto de como resolvi o cabelo dela. Já a Tina gostei muito do resultado, especialmente o rosto. Acho que esse é o meu forte (?), então tenho que passar a olhar pra outros aspectos também, tipo drapeado que ~ claramente ~ preciso melhorar.



domingo, 20 de março de 2016

Newt

Uma tendência que poderia surgir pra mim esse ano era o fanart. Descobri que poderia usar o conceito de um personagem sem necessariamente repetir a ideia visual. Fiz isso com o Lupin que desenhei ha pouco tempo. O fanart tem me atraído bastante, recentemente. A última ideia que tive foi a de ilustrar algumas coisas do novo filme do universo de Harry Potter. Essa inspiração vem principalmente porque a personagem do Newton Scamander é MUITO linda visualmente. Esse casaco azul e esse colete amarelo são algo que pessoalmente eu gosto muito (o capitão usa basicamente essa roupa). Daí reimaginei o Newt, um pouco mais novo e mais descabelado, mas mantive as roupas. Agora vou fazer também a Tina e talvez mais alguns desenhos dos dois juntos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Nota #25

nunca fui bom com lettering
Eu adoro o blogger desde que comecei a usar ele, lá em 2010. Tem sido uma relação de amor e ódio, na verdade. Isso porque o blogger não se renovou durante esses seis anos. Em junho esse blog aqui completa 5 anos e pouquíssima coisa mudou por aqui. Ferramentas sociais que outras redes sociais ja possuem há bastante tempo ainda não foram implantadas aqui ou se foram não funcionaram muito bem. Assim, nos últimos anos eu tenho aceitado aos poucos que se a Google não intervir em breve, o blogger vai inevitavelmente morrer. Outros sites de blogging como o Medium e o tumblr se especializaram em texto e imagem e cada dia fica mais óbvia a obsolescência da ferramenta do Google. É meio triste porque tem muita história aqui e eu tenho um apego especial pelo site. Mas o show tem que continuar…

…Então to me preparando para caso o pior aconteça criando um tumblr. Bom, eu sei que essa história ja rolou aqui antes. O Tumblr da sociedade do cedro não sei o que não sei que lá… Vamos por partes. Eu to vivendo um período muito louco e atarefado na minha vida, onde eu tenho que necessariamente priorizar os projetos artísticos que eu me engajo. A sociedade do cedro é algo que eu quero muito fazer, mas dedicar uma plataforma inteira pra ela não me parece mais uma ideia razoável, uma vez que o tumblr passaria muito tempo sem atualizações. Então, eu ainda vou atualizar a sociedade do cedro, mas junto a todos os outros projetos num mesmo lugar. A boa noticia é: a arte do rei tigre não vai acabar por enquanto. Vou manter o blog e tumblr atualizados com as mesmas ilustrações. A diferença entre aqui e lá é que neste websitio blogger eu escreverei em português e escreverei mais textões (tipo esse) que no tumblr. Lá a tendência é que tudo seja mais visual.

Então, se alguém aqui estiver lendo isso e odiando o fato de que eu falo d+ por favor não desista de mim e me siga no tumblr. Mas se você gosta de me ler reclamando sobre como não consigo definir meu estilo, como serei bastante pobre ou como a universidade está destruindo minha vida, então você é 10/10, me dê um abraço e salve essa pagina aqui nos faves. Então aqui esta o link pro tumblr (não tem nada de mais lá ainda, mas #acredite no poder da arte que em #breve, boas coisas virão rsrrs):

🌸🌸🌸 holiventrae.tumblr.com 🌸🌸🌸

sábado, 12 de março de 2016

Nota #24

Esse é um dos rascunhos que eu fiz quando tava planejando a história baseada na música do Sufjan que postei aqui embaixo. A maioria dos outros rascunhos eu fiz nos sketchbooks e são todos uma bagunça indiscernível (sério). Esse é o rascunho que eu fiz digitalmente, daí da pra pelo menos ver claramente os rostos. Esse rascunho mostra o Nico e o Douglas. Uma coisa que eu defini desde o inicio é que o Nicolas seria representado na maioria das vezes pelo “amarelo” e o Douglas pelo “azul/marrom”. Na minha cabeça o Nicolas também seria mais calmo e tímido, enquanto o Douglas um pouco mais animado e social. O Nicolas também usaria bem mais camisetas que o Douglas, que prefere os suéteres e os cardigãs.

sábado, 5 de março de 2016

Futile devices, HQ

Eu geralmente faço desenhos únicos inspirados em músicas. Quando as letras são narrativas, no entanto, é um pouco mais difícil conter tudo num desenho só. Então, resolvi fazer uma história em quadrinhos curta. Essa é minha primeira, então tem muita coisa pra eu aprender ainda. Mas aqui está. É baseada nessa música do Sufjan :-))


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Cocatriz

A Cocatriz foi uma poderosa feiticeira que viveu na Grécia antiga. Os mitos dizem que ela habitava as selvas e comandava todas as revoadas de aves e as aves caçadoras solitárias. Conta-se também que a Cocatriz possui uma flauta capaz de fazer os incautos aventureiros da floresta dormirem e também capaz de controlar raízes de árvores centenárias. A cocatriz podia se transformar em um terrível monstro de cabeça e pernas de galo, corpo de lagarto e asa de dragão, mas relata-se que raramente isso aconteceu.

Os mitos sobre a Cocatriz são amplamente conhecidos nos reinos do norte. Alguns sábios e feiticeiros chegam até mesmo a dizer que a Cocatriz é um dos últimos deuses na terra e que habita a floresta vermelha junta a muitos outros seres mágicos desconhecidos. (Mas eu acho que isso é só um mito)