sábado, 10 de agosto de 2019

If the car beside you moves ahead

Tem tempo que não escrevo ou mesmo posto qualquer coisa aqui. O que é sintomático já que esse blog conecta comigo de forma mais intrínseca e tenho estado distante desse meu lado. Tenho me sentido inerte e ao mesmo tempo desconectado do desenho, do trabalho e das pessoas ao redor. Vivi situações ruins recentemente e acho que o impacto negativo desses eventos me freou e diminuiu minha sensibilidade. Me sinto mais fechado pro mundo e mais silente, o que mudou minha perspectiva de futuro e tem me deixado perdido.

Nas idas e vindas eu tenho tentado me reconectar com o que eu faço. Voltei a fazer pra mim o desenho que serve como catarse, que funciona como remédio paliativo. Tenho trabalhado de grama em grama em um livro, mas é uma montanha pra escalar sem muita perspectiva do topo. No fim, na maior parte do tempo me sinto sobrecarregado pelas possibilidades e coisas pra se fazer, paralisado.

Existe essa situação cotidiana que me vem a mente agora. Às vezes quando estou num ônibus parado no sinal, olhando pros carros do lado pela janela eu perco um pouco a noção ao redor. Quando o sinal abre e o carro se move mais rápido que o ônibus eu tenho a sensação de que estamos dando ré, enquanto todos aceleram. É uma vertigem, me dá náusea. Daí então essa sensação passa e eventualmente eu percebo que todos estão indo na mesma direção, com velocidades diferentes. Acho que esse agora é o momento de ré, da náusea. E se esse for como todos os outros sinais vermelhos, deve passar e a velocidade se restabelecer.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Dark Days In The Summer

Quando me perguntam o por quê de eu desenhar geralmente respondo que não sei fazer outra coisa ou que não consigo me sentir satisfeito fazendo qualquer trabalho como consigo produzindo um desenho. Isso não deixa de ser verdade, mas é fato que o desenho pra mim é, antes de qualquer processo formal ou técnica, a materialização de sentimentos às vezes tão pessoais que não consigo transcrever. Meus projetos, como esse zine, são a resposta visual a sensações às vezes antigas, mas que voltam de tempos em tempos pra minha cabeça até que sejam exorcizadas na pintura. “Dark days in the Summer” é sobre uma época em que o tempo parou e que os dias dessaturaram. A rotina perdeu um pouco do sentido e o ir e vir dos mesmos pensamentos me fez olhar pra trás de novo e de novo. Esse zine, o meu primeiro, de poucas paginas e cinquenta cópias foi meu engavetamento desses pensamentos finalmente. “Dark days in the Summer” é sobre o fim de um relacionamento e a imediata inabilidade de seguir em frente.




quinta-feira, 14 de março de 2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

She-ra

              Adorei os designs de personagem da nova serie de She-ra feita pra Netflix! Pra mim foi muito fácil fazer fanart deles e acho que vou continuar desenhando esses personagens por um tempo. Eu gosto particularmente de fazer as mechas de cabelo da She-ra e o tanto de amarelo, azul e rosa que tem na paleta do desenho ✨🏹





quarta-feira, 7 de novembro de 2018

domingo, 4 de novembro de 2018

Perhaps I'll be a bird one day


Três bruxos brasileiros

Desenhei três pessoas como bruxos do universo da Mima e companhia. Da direita pra esquerda são minha amiga Nicole Janér, Irena Freitas e o John, ganhador do sorteio que eu fiz no meu Instagram em dezembro! Esses foram desenhos que gostei muito de fazer por conta do tema. Provavelmente vou abrir commissions pra mais desenhos nessa linha ano que vem!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Mima, Omar e Arthur

          Outubro começou e veio com ele o Inktober e o tema mágico do Halloween. Bom, por enquanto ainda não me encontrei nas tintas e nos marcadores da copic, devo levar mais um tempo pra produzir algo que vá realmente gostar e publicar no feed. O lado bom é que só nessa preparação eu já melhorei bastante meu traço com a caneta e o lápis, e nos meus últimos desenhos digitais eu já consigo ver uma leveza e expressividade maiores. Vamos ver se consigo melhorar isso mais ainda até o fim do mês. Em outubro eu devo desenhar bastante esses três e mais outros bruxos do universo deles, como a Dominga. Também tem um sorteio rolando, até dia 10 de outubro, e dá pra ganhar um desenho seu, como se fosse um dos bruxos e bruxas da convenção. Tudo lá pelo instagram :)




quinta-feira, 27 de setembro de 2018

sábado, 22 de setembro de 2018

Learning.1

Reach out. It is time to move on

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Dominga


             Dominga foi originalmente desenhada pela Clari, no art trade que deu origem a Mima também e a essa história de convenção de magia. Chegou no ponto que -  como toda historia que surge na minha cabeça -  essa da convenção cresceu. Acho que vou desenhar outros bruxos de outros países. A Dominga mesmo é latina, da Colombia. Ela deve viajar com os pássaros cardeais pra Grécia, onde acontece o encontro. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

The Age of Odds


“The place in which I'll fit will not exist until I make it.” ― James Baldwin

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Crônicas de Narnia 1.8

“It is she that has got all Narnia under her thumb.”

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Crônicas de Narnia 1.7

“He told about the midnight dances and how the nymphs who lived in the wells
and the dryads who lived in the trees came out to dance with the fauns;
 about long hunting parties after the milk-white stag who could give you wishes
if you caught him;”

terça-feira, 21 de agosto de 2018

As Crônicas de Narnia 1.5

“Always winter and never Christmas; think of that!”

domingo, 19 de agosto de 2018

As Crônicas de Narnia 1.4

“Good Evening,” said Lucy. But the Faun was so busy picking up its parcels that at first it did not reply. 
When it had finished it made her a little bow.”

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Um milhão de finais felizes

          Todo mundo que me segue em qualquer que seja a rede social nesse momento já deve saber que eu ilustrei a capa do novo livro do Vitor Martins. Eu conheci o Vitor há bastante tempo, desde 2013 ou 2014, ele já era ilustrador na internet e eu vivia minha fase de ilustrador das cavernas (aquele que desenha, mas esconde tudo a sete chaves num blog). Na época ele não tinha canal no youtube ainda e foi só la na frente que ele lançou o primeiro livro "Quinze dias". É curioso como as nossas historias cruzariam hoje em 2018.

Quando o Vitor me convidou pra fazer capa foi uma mistura de felicidade com medo. Era uma sensação que eu queria muito ter a de ir numa livraria e ver seu desenho estampando um livro. Mas criar uma capa implicava suprir expectativas minhas - em primeiro lugar, do Vitor, da editora e dos fãs do Vitor. Eu sempre acreditei bastante no meu trabalho e na minha força de vontade pra fazer algo legal e bonito, mas responder a todas essas expectativas me chacoalhou um pouco. Então eu aceitei e fiquei muito grato pela confiança que eles depositaram em mim. O processo foi muito tranquilo e por mais que às vezes eu sentisse certa insegurança em saber se seria capaz de atingir um resultado bom, eu sempre reafirmei pra mim que faria e refaria a capa até dar certo. Felizmente não foi necessário tanto e logo a gente chegou num resultado legal. Eis a capa, como todo mundo já deve ter visto.




A ideia inicial da capa ja tinha sido planejada pelo Vitor, mas fomos mudando e readequando. Um desafio pra mim foi adaptar a ideia de tecido holográfico ao meu estilo. Eu sabia que não usaria degradê ou um pincel mais suave, então precisei pesquisar e desenvolver algo que não fugisse do meu estilo e fosse agradável visualmente. Até hoje não consigo explicar como cheguei a esse resultado, mas fico feliz que consegui reproduzir ele mais tarde, pro fanart. Eu pedi uma copia do livro antes dele ser editado, pra ler antes de começar qualquer processo. Devo ter lido da tarde de uma sexta pra um sábado à noite e fui fazendo rascunhos de alguns personagens durante o processo. Esses desenhos não foram usados, mas tão aqui.


O livro é ótimo e me identifiquei muito com as vivências e alguns medos do Jonas. Ele tem um tom mais sério que Quinze Dias então a capa precisava ser um pouquinho mais contida. Apesar disso eu não queria que ela perdesse as cores mais vibrantes. Fiquei muito feliz quando acertamos a cor de fundo pra esse tom de vermelho, porque pra mim ele funciona perfeitamente pra chamar a atenção de quem passa. Mas tiveram muitas outras cores e testes.

É legal dizer sobre o processo também que eu não sou designer e que não planejei a diagramação, texto e detalhes mais técnicos da capa. Existem outras pessoas por trás disso. Existe um designer da capa, o Gabriel. O lettering também é todo do Vitor. Acredito que isso vá ser um padrão nos livros dele e foi uma escolha ótima da editora nesse livro, porque -  por enquanto - lettering é uma área que não tenho domínio.

Jonas e Arthur

A experiência de encontrar um livro com uma capa minha é muito boa mesmo. Fiquei feliz no meu cantinho com o feedback que vi das pessoas que compraram o livro e elogiaram. A oportunidade que o Vitor me deu foi uma janelinha de luz que abriu pra mim num momento meio crítico da minha carreira como artista. Eu lembro de dizer pra ele logo depois que aceitei a proposta que me procurasse pelo facebook porque eu ficaria um tempo ausente do resto da internet. Não foi um tempo bom aquele, mas a ideia de ilustrar pra um livro me fez continuar olhando pra frente. Acho que quando algo é feito com muito carinho, esperança e cuidado e recebe muita atenção na produção o resultado é sempre único e aquilo carrega um poder de transformação bom. Então tá aqui minha parcela de culpa nessa produção. Espero que o livro leve algo bom pras pessoas como ele trouxe pra mim. Meu obrigado ao Vitor, as editoras da Globo Alt e a todo mundo que acredita nos artistas jovens e aqueles que ainda estão procurando seu lugar.