sábado, 19 de maio de 2018

Mermay #18

Marius. Eu desenhei esse merman ano passado, mas não gostei do resultado
e acabei apagando ele do instagram e daqui. Essa é uma versão nova.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Mermay #17

Expecting Agatha

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Mermay #16

Ano passado eu não consegui terminar os 31 dias de maio no mermay. Muitas ideias ficaram guardadas só esperando pra eu concluir o projeto esse ano. Como eu parei faltando 16 sereias, eu vou voltar agora, dia 16 de maio, pra finalizar as que faltam. Essa é a Iara. Quando eu era criança, minha mãe dizia que ela cantava meio-dia nos igarapés, e que quem tomava banho neles esse horário poderia ser carregado pra baixo d'água por ela. Eu morria de medo e onze horas ja tava saindo de perto de qualquer fio de água. Tem muito misticismo nas matas e rios daqui da Amazônia eu eu amo como isso influenciou minha criatividade de imaginar lendas e histórias fantásticas. 
Eu percebi na metade desse desenho que meu estilo variou um pouco, então apaguei tudo que tinha feito e refiz pra ele se adequar ao estilo que eu tinha em 2017. Ainda tem umas incongruências, mas acho que consegui manter a homogeneidade que eu quero que o projeto tenha (mesmo sendo completado um ano depois).

quinta-feira, 3 de maio de 2018

As crônicas de Narnia #1.2

O professor Diggory 


sexta-feira, 20 de abril de 2018

As crônicas de Narnia #1.1

Esse mês pretendo ilustrar todo o primeiro livro das crônicas de Nárnia. O leão, a feiticeira e o guarda-roupas foi o primeiro livro do Lewis a ser publicado e o livro que a maioria de nós foi introduzido a Nárnia. Da primeira vez que li, fiquei fascinado com o universo e pretendo reler ele. As crônicas no geral são livros muito muito especiais pra mim também, porque marcam um vínculo meu e com meus amigos do ensino médio. Vai dar pra acompanhar aqui no instagram e no twitter também!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

segunda-feira, 9 de abril de 2018

the witch


        



domingo, 8 de abril de 2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

terça-feira, 6 de março de 2018

Os diários de escrita #2

“Receba bem esta dor, pois algum dia ela lhe será útil” 
O universo tende a ferir. Ele encontra sentido na destruição, em empurrar o copo para a borda da mesa e em derrubá-lo. Nossas moléculas unem de um acaso e eventualmente se separam de novo. E a cisão dói, fisicamente, espiritualmente. Toda quebra é precedida por algo completo ou com intuito de completude. A destruição, portanto, leva a perda de um sentido, e a perda é feia e soa errada. Talvez exista sentido no errado, talvez seja essa a natureza das coisas. E o que a gente faz com isso, com o sentido das coisas, é que a gente esquece, vive a par e mascara, contrói, busca sentido no início e no novo. Alguns fazem poesia, outros constroem imagens, uns choram. Independente do que é feito após o `fim`, o universo seguirá e as coisas continuarão se estilhaçando, se repartindo para sempre e potencialmente se unindo a algo de novo. Uma nova união, uma ligação não planejada, algo que nunca teria sentido antes.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Omar

Da tradicional árvore de feiticeiros capazes de verter as águas mais profundas da terra

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Os diários de escrita #1

“The flower that blooms in adversity is the rarest and most beautiful of all”

Eu reflito sobre minha vida muitas vezes olhando por onde eu estive nos últimos anos. É como desenrolar uma fita de negativos mentalmente e ir parando pra observar um frame ou outro. `Aqui eu numa classe de ensino médio`, eu aponto, `aqui na casa dos meus pais num sabado de manhã`, desenrolo mais um pouco e alguns bons negativos a frente um novo frame, `eu na casa de pessoas desconhecidas de uma cultura diferente e aqui numa faculdade estrangeira`, mais a frente `eu em terras de hobbit molhadas depois de um temporal` e finalmente alguns outros lugares não tão felizes, como um colchão na sala de um amigo ou uma maca de hospital. Acho interessante que em cada um desses lugares meu pensamento e comportamento foi único e gosto de pensar que cada Helder de um desses momentos foi um `eu` particular que existiu e se extinguiu.
          Estou vivendo em um lugar tão especial quanto esses que citei, mas não necessariamente numa posição melhor ou mais feliz, como na terra dos hobbits. Talvez num lugar menos cinematográfico, mais adverso e provocador, na verdade. Garantias que eu tinha mudaram, algumas seguridades expiraram e meus planos profissionais foram engavetados. Esse lugar, ao qual eu perteço no universo nesse momento, é exatamente o que eu preciso pra fazer algo que eu sempre quis: contar uma história.
          Eu estou escrevendo uma historia sobre propósito, identidade e conflito. Eu meio que dei varias voltas, escrevi pedaços aqui e acolá em 2016 e 2017, mas agora oficialmente eu estou escrevendo. É uma narrativa em primeira pessoa do Otto, viajante que desce as planícies do reino em busca de conhecer os lugares que o pai desejava ter conhecido. Os escritos do personagem se misturam com a arte dele e o resultado disso é uma espécie de narrativa ilustrada, onde o desenho serve tanto como complemento como muitas vezes conta por si a história. O objetivo é que o Otto registre - graficamente e por escrito - diversas culturas, desde a musica até a dança, passando pela forma de se vestir das pessoas e pela mitologia de cada lugar.
          Existe ainda a história do próprio Otto. O texto não tende a ser apenas descritivo, mas reflexivo também. Otto vai estar em diversas situações e cada um dos lugares, pessoas e eventos que ele encontra tendem a mudá-lo de alguma forma. Assim como eu, ele também vai ter bons e maus momentos e vai ser uma personagem nova que nasce e se extingue ao longo da história.
***
        Criar culturas, historias e personalidades está me permitindo pesquisar e usar muita, muita informação a ponto de ser exaustivo. Escrever em si é um processo muito avassalador e inquietante e às vezes eu quero parar e me expressar além de um tweet ou de uma conversa rápida com alguem. Então vou usar o espaço no meu blog pra registrar meus pensamentos, achados, inquietações e planos durante a escrita do livro. Os diários de escrita vão ser textos longos, às vezes sem muito propósito a não ser a reflexão. Estou embarcando nessa de registrar essas coisas, porque sinto que vou gostar de ter esses textos como amostras da minha evolução com as palavras. Ao mesmo tempo, gosto de reclamar e pensar demais sobre as coisas. - Helder

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

#meettheartist2018


Esse sou eu em 2018. O ano passado me deixou muitas marcas, a maioria delas ruins. Passei por situações que demandaram muito emocional e psicológico, como a separação dos meus pais. Também me formei, o que foi um alívio, mas ao mesmo tempo me trouxe muito medo e ansiedade. Esse ano vou adiar minha entrada no mercado de trabalho como fisioterapeuta e focar no desenho. Todas essas coisas me colocaram na borda de um precipício emocional, e muitos desses eventos ainda to tentando superar. Felizmente to conseguindo reverter isso no processo criativo de Otto o que serve de alguma forma como catarse. Bom, como eu disse, esse sou eu em 2018 carregando uma aflição aqui e ali, mais adulto um pouquinho e felizmente lendo mais. Espero que seja um bom ano 💛

sábado, 6 de janeiro de 2018

Bruxa do pântano


A perversa bruxa dos pântanos & de répteis e insetos asquerosos como vespas e sapos, capaz de conjurar feitiços terríveis tais quais baratas voadoras e cobras na privada. A vassoura é feita de madeira velha de salgueiro cheia de lodo e insetos pequenos dentro (gross). Tive que pintar toda ela em 3 horas, daí tem uns errinhos aqui e ali, que passaram batido porque fiz uma revisão muito rápida no fim.

domingo, 31 de dezembro de 2017

2017


Lembro que estava com meu pai e minha mãe no quintal de casa, na véspera do algum reveillon na minha infância. Eu brincava com uns bonecos no meio de uma montanha de tijolos e meu pai capinava o mato que já batia no meio da canela. Minha mãe ia e vinha de casa, estendendo umas roupas no varal. Eu lembro que perguntei, como quem pergunta o que vai ser o almoço, de onde vinha o ano novo e pra onde ia o ano velho. Meus pais riram da pergunta. Eu eventualmete ia aprender que, assim como muita coisa na vida, os anos vem de lugar nenhum e vão pra lugar nenhum. 
***
Uma vez eu estava muito triste, meu pai segurou a minha mão.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Quatro artistas


As pessoas que eu cito como referências são artistas que ajudaram a criar meu traço e me motivaram. Muitos são mais velhos, estão estabelecidos e são de outra realidade cultural. Eles foram importantes pra mim, mas eu percebi desde 2015 que existem alguns artistas tão únicos e inspiradores quanto esses,  que na verdade são os que eu mais acompanho o trabalho atualmente. Estes últimos estão aqui perto de mim, tem a minha média de idade e passam pelos perrengues que eu tenho passado. E eu amo isso, porque eu entendo os dramas e isso me inspira a passar por cima dos meus próprios problemas. Ao mesmo tempo eu quero que eles tenham muito sucesso e que o mundo saiba da existência deles como sabem quem é a Loish e o Matt Forsythe. Esses quatro artistas são todas mulheres aqui do Brasil e cresceram tanto em 2017 que 2018 vai ser pequeno demais pro talento. Como admirador, eu quero estar aqui sentadinho vendo isso acontecer.

Irena Freitas. Eu conheço o trabalho da Irena há um tempo e vi como o traço dela mudou. Apesar de gostar do traço dos anos passados, não poderia ter ficado mais feliz com o que ela tem criado e ver isso como uma evolução. Em 2017 ela fez alguns dos trabalhos mais magníficos e autorais que eu vi. As cores em formas sinuosas, as linhas interrompidas e as texturas junto com a variedade de personagens que ela coloca no desenho deixam muitos dos novos desenhos parecendo uma espécie de parada de rua, que você leva tempo pra absorver todos os detalhes. Eu amo isso porque é como uma explosão de informações. Melhores do que as formas fechadas do estilo anterior, as linhas dão muito mais dinamismo aos desenhos. Alguns dos trabalhos dela que eu adoro são essa historinha que ela fez pra BBC, o desenho de Porto <3 e esse aqui embaixo, meu preferido.

Twitter / Portfolio / Instagram
Nicole Janér. Eu vi a Nicole dar uns passinhos discretos na internet em 2016 e já fiquei bastante atento a ela. Bom, mal sabia eu que em 2017 ela acabaria comigo em todos os aspectos. É da Nicole meu Inktober preferido de 2017 e eu não preciso falar muito pra ele ser também o de quem lê esse texto, porque ele é tão rico de informações de personagem que eu tremo na base de pensar. A arte da Nicole pra mim esse ano se tornou algo muito convidativo porque ela parece que vai muito além do desenho e eu sou fascinado por essa profundidade conceitual. Várias vezes me peguei pensando “ok, esse desenho esta escondendo algo de mim… que universo é esse? O que a Nicole esta querendo mostrar aqui? Em que livro eu posso saber mais disso?” Não bastasse essa inquietação, o traço dela é também muito único e eu diria que até “místico”.  Meus desenhos favoritos dela são como eu disse a série incrível de magos que ela fez em 2017.

Twitter / Instagram

Clari Cabral. A Clari eu conheci ainda em 2015 e desde lá ja tinha me chamado atenção o estilo muito muito característico. Acho que esse ano ela floresceu muito no traço e nas cores, especialmente durante o mermay, que é um dos trabalhos dela que eu mais gosto. Também sinto que a Clari tem um universo muito particular e acho que é por isso que me identifico bastante com a arte dela. Além, claro, do desenh ter um tom pueril muitas vezes, como o meu tambem tem. Espero que ano que vem ela desenhe bastante e surpreenda ainda mais.

Twitter / Instagram
Isadora Zeferino. Assim como a Irena, eu tenho seguido a Isadora há algum tempo, vejo como ela trabalha e fico pasmo com o tanto que ela produz. A Isa é uma das artistas que mais me inspiram a continuar desenhando e mostrando meu trabalho. Em 2017 ela sapateou no instagram com a arte digital. Eu lembro que no início do ano a gente fez um collab de star wars e ela tava ainda se adaptando a esse método e olhando agora… como ela dominou isso. Acho incrível a forma que ela mantem o traço e consegue transferir desenhos complexos de tinta pra versão digital. E ela fez isso maravilhosamente bem nas garotas baseadas em estilos artísticos, que são os desenhos dela que eu mais gosto esse ano. Acho que ela vai crescer ainda mais ano que vem tanto no trabalho digital quanto na exposição que ela tem na mídia e o sucesso dela coloca um sorriso no meu rosto.

Twitter / Instagram 
Em comum todas elas tem o traço muito característico e eu sinto que, além disso, existe algo muito pessoal e de expressão identidade no que elas fazem. Feliz que elas sejam únicas, competentes, por serem brasileiras e estarem aqui, próximas, acessíveis <3 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Life goes on

We go on by ourselves and hope that we won't be for long. Then we find someone else it starts again and life goes on

HARD TIMES


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

I cried myself to sleep last night

Escrever sobre o significado de um desenho no geral não é fácil pra mim porque eles são quase sempre a retratação de um monte de sentimento disforme e sem unidade. Mas esse aqui na verdade retrata algo bem delineado que eu to sentindo muito esse fim de ano, que é a insegurança sobre a vida. Essa sombra escura e amorfa que não da pra ser lida e que pode ser qualquer coisa, é a insegurança. As cores são meu desenho e a única certeza que eu tenho hoje. Me sinto bastante conectado a isso e muito feliz e grato.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Speedpainting #1 Arthur

Quando me perguntam se eu tenho video de speedpainting eu fico morrendo de vergonha de enviar o que eu fiz no inicio do ano, porque foi um que eu editei bem rápido e sem muito cuidado. Daí resolvi fazer um novo, com um desenho planejado e melhor acabado. Daí ta aqui: